domingo, 20 de fevereiro de 2011

Das lições de Cisne Negro

Há muito tempo que quero ter um blog! Ufa! Legítima frase prontofalei.
Verdade, verdadeira. Não que eu me considere uma mestre na arte da escrita, mas desde quase sempre eu escrevo e me sinto muito bem fazendo isso.

Sempre pensava que para ter um blog tinha que ter um motivo especial, como uma viagem ou uma mudança fantástica na vida, ou sei lá. Mas hoje depois de assistir Cisne Negro (http://www.cisnenegrofilme.com.br/) fiquei com tantas pulgas atrás da orelha que pensei: "Taí, se não for agora, não vai ser nunca mais!"
Não que eu espere ter milhares de leitores, comentadores e etc. mas quero poder compartilhar o que penso sobre muitas coisas com quem quiser ler. =)

Esse espaço vai ser pra falar de tudo aquilo que gosto ou não gosto, mas que me inspira. E ultimamente tenho tentado me inspirar com todas essas coisas simples e deslumbrantes da vida, das mais pequenininhas as gigantescas.

Mas, pra começar então quero falar sobre o tal do Cisne Negro! Jesus do céu o que é a Natalie Portman nesse filme?!? Eu adorei V de Vingança e Closer nos quais ela é protagonista, mas dessa vez ela com certeza se superou.

Pra  mim ficaram bem marcadas duas questões:
- a busca pela perfeição que pode acabar fazendo com que tu não aproveite todas as coisas boas que a vida pode oferecer;
- o pior inimigo de qualquer pessoa é ela mesma.

Nina, a bailarina interpretada pela Natalie, tenta a todo custo o papel principal na peça Cisne Negro. Ela vive por e para isso, ela se exige e se cobra tanto que não consegue ver que para conseguir ser melhor no que faz é preciso se "deixar levar" de vez em quando. Não o mesmo "deixo a vida me levar", mas o se levar no sentido de aproveitar o caminho. Claro que é importante saber o que se quer e onde se quer chegar, mas querer tanto algo a ponto de ficar cego para as circunstâncias a sua volta, dai já é exagero. Sem contar que corre-se o risco de ficar como ela, um tanto fria. Tu faz o melhor, o possível e o impossível para ser perfeita, e não percebe que fica tão obcecado por isso que perde a paixão, o brilho no olho, ingrediente principal para fazer algo que tenha sentido nesse mundo tão cheio de coisas "aparentemente perfeitas".

Quando consegue, finalmente, o papel principal que tanto queria, ela começa a pirar. Visões, perseguições, ela pensa que vai ser passada pra trás por outra bailarina. As cenas no filme são super dramáticas e lindas, ao mesmo tempo! Mas o que mostra, na verdade é que quem está contra ela o tempo todo é ela mesma, é a insegurança, é a cobrança exagerada... E no final das contas quando ela consegue se livrar dessa auto-pressão e ser passional e ser livre ela se dá conta de que é tarde demais, de que esteve por tanto tempo lutando contra si mesma e que agora não tem mais para onde fugir...

Enfim, o filme é muuuito bom e merece ser visto, de preferência no cinema  porque as cenas são muito lindas para serem vistas numa tela mais ou menos.

A propósito, o nome do blog é Vastidões Bastantes por causa de uma poesia da Cecília Meireles chamada Noções, da qual tirei a frase de subtítulo.
Espero poder colocar aqui um pouco dessas vastidões.

Até outro dia.